Prophet 60091
Estamos em um bar retrô daqueles que não possuem luzes diretas e o clima é de alcohol and cigarettes, além do neon de cores berrantes. Mesinhas com casais se conhecendo, se entretendo, se tocando. Enquanto isso, ele admira seu cigarro queimando devagar entre seus dedos e brinca com as formas que a fumaça expirada cria no ar carregado. Ao observar o palco, percebe a presença de uma mulher encantadora de vestido apertado e batom vermelho. Ela canta algum blues antigo, fazendo caras e bocas. Do palco, ela imagina quem será aquele sujeito sozinho na mesa de centro, sem companhia e sem vontade alguma de arrumar uma mulher-de-uma-noite-só. Apesar do interesse mútuo, logo após o show, ela se encaminha ao bar e decide se afundar em um copo de vodka e ele pede mais uma dose de whisky. Afinal, uma taça de vinho não diz que vai ligar e não liga, ou uma dose de tequila não te troca pelo ex. Um litro de licor não diz que é muito jovem para se envolver e uma cerveja não pede um tempo para pensar no que quer. Sim, faço uma apologia direta à bebida alcóolica, não porque não encontro outra saída racional e concreta, mas porque essa saída é absurdamente deliciosa.




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