sexta-feira, 15 de maio de 2009

The Ecstasy of Tera Patrick*

Tera se rasgava inteira ao vê-lo com outra. Sua efusão misturava suas cores em uma aquarela tão bela e voraz que não poderia ser imaginada por mais ninguém. Como poderia ele recitar sobre o amor, coisa que nem ela sabia muito bem o que era, quanto mais ele, um pobretão, pinguço, burro e muito mal amado.

Todavia, ela o xingava porque o amava, mesmo sem saber o que isso realmente significava. Ninguém nunca lhe explicou o que era a paixão e o amor quando bem feito. E assim como o Hulk, transformava-se em uma outra mulher quando o via passear com aquela vagabunda de esquina. Milhares de cenas lhe passavam pela mente e sentia uma vontade crucitante de se descabelar, de arrancar as roupas, de pular, de arranhar e gritar pro mundo inteiro que aquele pé-de-chinelo era dela e só dela. Tera se contorcia e tinha chiliques homéricos, mas se continha em defesa própria e nada dizia a ninguém. Acreditava que mais cedo ou mais tarde ele iria largar a sirigaita e voltaria pra ela. Era isso ou ela planejaria um sangrento assassinado. É-pra-já.

* The Ecstasy of Tera Patrick - James Roper

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