A base de tudo
Quando perguntada hoje à noite se eu estava amando, ridicularizei a pergunta tola, pois que quem me conhece sabe que eu escrevo assim há tanto tempo que nem 21 clichês conseguiriam dizer o quanto me dediquei a isso. As pessoas não conseguem engolir o fato de que eu escrevo pra mim, sobre o que bem entender e na hora que eu quiser. Não preciso de inspirações reais, não se esqueçam de que "o poeta é um fingidor". Meu amor é eterno, não precisa ter dono específico. Sou movida por ele e não me envergonho de dizer isso. Pra mim é a base de tudo e de todos os seres vivos. Por vezes, amei e desamei uma pessoa, porém nunca perdi a essência primordial da representação do amor em minha vida. De fato, não gosto nem de falar sobre o quanto eu amei de verdade - o que foi muito pouco -, justamente por saber identificar a banalização do amor em contrapartida ao amor banal do nosso dia-a-dia. Ou seja, não preciso estar amando para escrever sobre isso ou sobre qualquer outra coisa. Não é necessário conhecimento de causa para ser um bom escritor, como disse aqui, só preciso de espaço para meus dedos e cotovelos.





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