A bengala
O leque é para a mulher o que a bengala é para o homem. Na sua origem ambos estes objetos foram uma forma de defesa, mas a civilização, de transformação em transformação, reduziu-os a um traste de luxo, que às vezes ainda no fundo revelam o que foram. A bengala na sua primitiva forma não era mais que uma clava, um bastão ou um cajado, depois transformou-se em lança, adaga, espada ou florete e finalmente na século XIX chegou ao seu estado de perfeição, que é a bengalinha de junco ou a chibatinha de barbatana. Hércules, Abraão e Diógenes trouxeram a clava, o cajado e o bastão; César, Carlos Magno, Henrique IV e Turenne usaram da lança, da adaga, da espada; Napoleão tinha o seu sabre; Murat o seu chicotinho; Nicolau da Rússia andava de bengala.Está pois bem próxima a época em que o cetro dos reis será uma chibatinha de unicórnio com catão de coralina e as faixas presidenciais de tecidos brilhantes do Oriente com lantejoulas foscas. Pois que viciei em House. Sim, na série. De duas semanas pra cá decidi baixar todas as temporadas e me manter a par de tudo, ou seja, foram cinco temporadas cada uma com mais de vinte episódios que baixei tudo e agora estou acompanhando em tempo real pela internet. Logo, você me pergunta o porquê de eu estar divagando sobre bengalas? Oras, House é o soberano do hospital no qual trabalha e ninguém, muito menos Cuddy lhe tirará o posto. A indicação óbvia de que ele está ali para reinar nada mais é que seu cetro em forma de bengala. Vida longa ao rei!





1 Comentários:
FAKE CULT NO SENSE
#PRONTOFALEI
Carrasco
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