terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Paradoxal

Eu te amo e te odeio ao extremo. Eu te chamo e te xingo ao mesmo tempo. Eu te enquadro e te desfoco. Eu te puxo e te solto. Eu te afago e te arranho. Eu te quero sem tamanho e te esqueço nesse ponto.

E posso fazer-te poesia à noite e posso sonhar-te, porém nunca pude dizer-te o quanto fora capricho meu, o quanto de vontade tive por ti e o quanto tive medo de te perder. E agora que águas passaram, que chamas queimaram e que o vento pôde levar as cinzas, pude constatar o quanto fui tola e ingênua por acreditar que algum dia pudesse ser importante pra ti ou que pudesse ser desejada em primeira instância e ser única em sua vida. É complicado ser inebriada por um sentimento voraz e depois que tudo passa perceber o quanto foi chulo e leviano. Pois agora passou e agora posso ver-te com olhos, querido, não de quem te teve uma vez, mas olhos de quem você nunca mais terá.

2 Comentários:

# 10/2/09 09:13, Anonymous Anônimo falou...

é facil olhar e rir depois que a ferida já cicatrizou

Carrasco

 
# 1/10/09 01:51, Blogger Fern. falou...

E olhar com este olhar torna mais fácil deixar pra trás.Linda imagem, minha amiga!

 

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